Livros Publicados
O QUE É JUDAÍSMO
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Editora: Brasiliense
           O autor destaca o desenvolvimento histórico pelo qual passou o judaísmo, sua diversidade étnica em virtude de ser praticado por comunidades situadas nos mais diferentes países e ainda sua diversidade interpretativa e de prática.
           O livro é pequeno mas muito completo, incluindo uma ótima bibliografia no final para quem quiser se aprofundar em seus estudos sobre o judaísmo.
           A citação inicial de Hélio Cordeiro mostra bem o espírito da obra: "O Judaísmo é composto de tantas variações, que é quase não judaica adotar somente uma delas" (Arthur Miller).
           Num momento em que tantos membros de nossa comunidade buscam reencontrar suas raízes, este novo volume da Coleção Primeiros Passos será sem dúvida de grande valor; mesmo para os interessados de fora da comunidade, O que é Judaísmo representará um importante cartão de visita esclarecedor e motivante.
           Hélio Daniel Cordeiro está de parabéns pela nova jóia que nos oferece.
José Luiz Goldfarb
Diretor de Cultura Judaica da Hebraica-SP
JUDAÍSMO, SEFARAD
(Uma Arqueologia Cultural)
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Editora: Capital Sefarad
           Judaísmo é todo o universo cultural do povo e do Estado de Israel.
           Tudo começa num Bereshit não tão distante imaginado nos sonhos dos homens do Oriente Médio antigo:
           No começar Deus Criando o fogoágua e a terra.
           A terra era lodo torvo e a treva sobre o rosto do abismo.
           Eo sopro de Deus revoa sobre o rosto da água.
           E Deus disse: seja luz. E foi luz.

           Haroldo de Campos, este poeta meio lusitano, saxão, normando, celta e marrano - um Borges brasileiro - brinca com o texto sagrado totalmente humano, numa transcriação poética genial.
           E a luz veio e iluminou patriarcas e profetas: Avraham, Itzhak, Yaacov-Israel, Aron, Moshe, Yoshua, Dvorah, Hannah, Shimshon, Shmuel, Shaul, Ruth, David, Shlomo, Eliahu, Elisha, Yeshaiahu, Amós, Nehemia, Ezra, Daniel.
           Apareceram Yehuda e seus heróis macabeus, Filón de Alexandria (o primeiro filósofo judeu), o grande revolucionário do judaísmo Yoshua Ben Yosef, o relações públicas do cristianismo nascente Saul Me-Tarshish, o historiador Flavius Josephus e a grande escola de talmudistas babilônicos.
           A teologia judaica terá em Saadia Gaon seu último grande representante no Oriente, ainda no século IX.
Migrações dentro da milenar Galut.
           Os Salmos e os rios da Babilônia já são águas passadas.
           Sefarad, Ibéria, agora é o centro do mundo judaico.
           O sefardismo produz filósofos como Moshe Maimon e poetas como Yehuda Halevi.
           1492. Ano fatídico.
           Fernando e Isabel, Torquemada, estatutos de limpeza de sangue, debates teológicos, intolerância, Inquisição, autos-de-fé, Expulsão.
           A resposta dos conversos a isso foi o marranismo.
           Dispersão sefardita. Nova Diáspora dentro da Diáspora e muita vontade de viver. Nomes começam a aparecer: Isaac e Yehuda Abravanel, Samuel Usque, Aboab da Fonseca, Baruch Spinoza, Menasseh Ben Israel, Shabtai Tzvi.
           Esse grande círculo sefardita vai se fechando.
           A hora e a vez de Ashkenaz.
           Rabinos e eruditos surgem no mundo asquenazita da Alemanha, Polônia, Rússia...
           Quem já não ouviu falar dos Mendelssohn (o filósofo e o músico)?
           Hascalá: Moses Mendelssohn, Samsom Rafael Hirsch, Abraham Geiger, Heinrich Graetz, Moses Hess, Achad Haam, Simon Dubnov, Haim Jitlovski.
           Sionismo. Mobilizam-se as idéias de Max Nordau, Theodor Herzl, Vladimir Jabotiski, Daviv Ben Gurion.
           O novo pensamento ganha forças renovadas em Hermann Cohen, Leo Baeck, Martin Buber, Gershon Scholem, Franz Rosenzweig, Abraham Yoshua Herschel, Mordechai Kaplan, André Neher, Robert Mizrahi, Yeshaiahu Leibovitch, Leon Poliakov.
           E numa cosmovisão mais abrangente: Spinoza, David Ricardo, Marx, Émile Kurkheim, Bergson, Wittgenstein, Edmund Husserl, Freud, Walter Benjamin, Theodor Adorno, Melanie Klein, Albert Einstein, György Lukács, Arthur Rubinstein, Hannah Arendt, Chagall, Emmanuel Levinas, Allen Ginsberg, Claude Levi-Strauss, Edgar Morin, Jacques Derridá, Noam Chomsky, Woody Allen, bob Dylan, Susan Sontag, Steven Spilberg, Alain Finkielkraut, Henri-Bernard Lévy, Pierre Lévy.
           Se pensarmos na literatura, impossível esquecer Heinrich Heine, Marcel Proust, Boris Parternak, Bernard Malamud, Saul Bellow, Philip Roth, Shmuel Yosef Agnon, Amos Oz, A . B. Yehoshua.
E entre os baluarte da cultura judaica no Brasil, em cena Lasar Segall, Clarice Lispector, Mário Schenberg, Elias Lipiner, Paulo Rónai, Jacó Guinsburg, Nachman Falbel, Anita Novinsky, Oscar Zimmermann, Moacyr Scliar, Roberto Schwarz, Henry Sobel, Henrique Bernardo Veltman, Marcos Faerman, Michael Löwy, Marcelo Dascal, Cacá Rosset, Paulo Valadares, Nelson Ascher, Gilberto Dimenstein, Caio Blinder, Nilton Bonder e muito mais ...
OS MARRANOS E A DIÁSPORA SEFARDITA
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Editora: Capital Sefarad
           Segundo estudiosos, dez por cento da população brasileira tem origens judaicas, pois eles descendem de marranos. Em vários casos, a noção de pertencer à Nação Judaica tem sido transmitida de geração para geração desde os tempos da Inquisição em Portugal. Em outros casos, esta realidade permaneceu dormente no inconsciente de indivíduos, que sem saber porque, sentem afinidade e amor pelo povo de Israel.
           Nos últimos anos tem havido um ressurgimento de interesse na questão marrana. Mais do que nunca, descendentes dos marranos andam buscando informações históricas sobre seu passado. Muitos indivíduos têm expressado interesse em aprender sobre a vida e práticas judaicas. E alguns até mesmo buscam autoridades rabínicas visando formalmente retornar à fé de seus ancestrais.
           Através dos meus estudos tive o prazer de encontrar outras pessoas que como eu acreditam na importância de promover aos marranos educação, informação e uma solução rabínica no que diz respeito ao seus status diante da religião judaica. Entre elas destaco o autor de Os Marranos e a Diáspora Sefardita, o jornalista Hélio Daniel Cordeiro. Eu entendo que o objetivo do autor deste livro é promover respostas às perguntas mais básicas que normalmente ocorrem a indivíduos interessados no seu passado marrano. Este livro pode ser visto como um manual, um guia para a busca de uma possível identidade marrana.
Jacques Cukierkorn,
Rabino
ISRAELITAS NA CULTURA BRASILEIRA
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Editora: Capital Sefarad
           Israelitas na Cultura Brasileira é uma obra deliciosa. Eu li com aquele prazer que Roland Barthes diz ser a essência da boa leitura. (E Borges também!) Alguma coisa parecida com aqueles caleidoscópios chineses cheios de cores e que permitem um bilhão de reconstruções e visões. Ou como o Almanaque de Capivarol, que a gente pegava nas pharmácias na infância, cheios de novidades e delícias para o espírito.
           Hélio Daniel Cordeiro, autor deste livro, trabalhou como um danado para nos oferecer este Almanaque judaico-brasileiro de personagens da cultura, da arte, da ciência, da inteligência ... da imprensa ...
           Nestas páginas emergem figuras fascinantes e tantas que é difícil escolher alguns nomes para citar. Mas vamos lá. Fiquei encantado em saber que o criador do primeiro jornal brasileira, o patriota Hipólito José da Costa, era nosso patrício ... Ou o deslumbrante e louco e genial cientista, o padre voador Bartolomeu de Gusmão.
           E este mundo de cineastas, pintores, poetas, Lispectores... E estes Lewgoys e Glauber Rochas ... Tudo muito legal. Mas descobrir que o Jacó do Bandolim, o mestre do chorinho, era Jacob Pick, filho da idishe mame dona Raquel, nascida em Lodz, Polônia, aí já é demais!
Marcos Faerman,
Jornalista
JUDAÍSMO E HUMANISMO
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Edição do Autor
           Judaísmo e Humanismo, de Hélio Daniel Cordeiro, é um livro escrito com grande responsabilidade, conhecimento e, principalmente, identificação emocional por parte do autor, em relação à temática central da obra: a doutrina e filosofia judaicas integradas aos valores universalistas de cultura humana.
           "Neste primeiro trabalho literário" - comenta H. D. Cordeiro - "utilizei um interesse próprio, já bem antigo, pelo judaísmo e a sua ideologia religiosa (muito rica e repleta de conteúdo e vida humana), para falar a nível de toda humanidade, de um convívio melhor entre os homens, maior fraternidade e paz."
           Judaísmo e Humanismo (128 págs.) reúne nove artigos escritos entre o período de abril de 1984 a maio de 1985, divididos em três partes: a primeira é o fragmento histórico, ou seja, a formação da nação e povo hebreus. A segunda traz comentários selecionados sobre o "Gênesis" e as origens do homem, Pessach e a analogia da liberdade individual, Jerusalém, a cidade da paz. E, finalmente, análises filosóficas e sociológicas a respeito da questão da liberdade religiosa, vida, amor ao próximo.
           Fazendo uso, no prefácio, de comentários sobre o judaísmo e povo hebreu, assinados pelo renomado escritor Elie Wiesel, este livro vem acompanhado, ainda, da valiosa interpretação do filósofo Martin Heidegger sobre humanismo, além de uma biografia do autor e sua introdução - que se propõe aprofundar a compreensão e boa leitura dos interessados.
A FILOSOFIA NA CAVERNA DE PLATÃO
Autor: Hélio Daniel Cordeiro
Editora: Capital Editorial
        Nascida entre os gregos na Antigüidade, esquematizada com os escolásticos medievais, secularizada com a Revolução Francesa no final do século XVIII, a filosofia chega ao século XXI fortalecida como método de reflexão sobre diferentes e polêmicas questões da atualidade.
           "Hoje, mais de que nunca, a complexidade da sociedade e do mundo modernos exige uma reflexão bem articulada sobre variadas questões que afetam a todos. Temas como globalização, ética científica, fundamentalismo religioso e justiça social estão na ordem do dia e podem ser melhor compreendidos pelo instrumental filosófico." – argumenta o filósofo Hélio Daniel Cordeiro, autor de A Filosofia na Caverna de Platão.
           Estas novas questões podem ser pensadas pela filosofia juntamente com as eternas indagações da humanidade: a natureza do universo, o lugar do homem no mundo, o que é o bem e o mal, destino verso livre-arbítrio, alma e imortalidade, o homem e o Estado, o homem e a educação, espírito e matéria, as idéias e o pensamento.
           Baseado em pensadores como Montaigne, Vico, Novalis, Berlin e Torres Filho, A Filosofia na Caverna de Platão procura democratizar o saber filosófico ampliando seu campo de reflexão da academia para o homem comum.
Michel de Montaigne dizia que os primeiros filósofos foram poetas e filosofaram como versificavam. Giambattista Vico afirmou que os primeiros sábios do mundo grego foram os poetas teólogos. Para Isaiah Berlin, homens comuns dotados de uma curiosidade suficiente, de uma capacidade de compreensão das idéias gerais, podem filosofar.
           De acordo com este raciocínio está Rubens Rodrigues Torres Filho ao comentar Novalis, onde diz que o filosofar, desde a Antigüidade, tem acontecido na forma de fragmentos, poemas, diálogos, cartas, ensaios, confissões, meditações, paródias, peripatéticos passeios, acompanhados de infindável comentário.
           A Filosofia na Caverna de Platão, coletânea de textos de Hélio Daniel Cordeiro, é um pouco de tudo isso. Aí a filosofia se mescla com teologia, religião, física, ciências, sociedade, comportamento, literatura e política. A proposta do autor (formado pela FFLCH/USP) é deselitizar a filosofia, abrindo as portas do mundo acadêmico onde a reflexão filosófica se faz presente em círculos herméticos, e trazendo-a para o dia a dia das pessoas comum.

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