MERCADO
DE TRABALHO
Terapia
floral:
sugestões profissionais
EDUARDO
LAMBERT
A
palavra terapia vem do grego therapéia,
e significa tratamento; terapêutica vem de therapeutiqué,
a parte da medicina que estuda e pratica os meios para aliviar
os enfermos; terapêutico vem de therapeutikós
e quer dizer curativo, medicinal; e a palavra terapeuta vem
de therapeutés e quer dizer aquele que tem
formação terapêutica reconhecida, que conhece o sistema terapêutico,
que tem experiência no assunto e exerce com consciência um
ou mais métodos terapêuticos com certeza e bases científicas.
O
psicólogo cuida da mente, dos distúrbios emocionais. Com exceção
do clínico geral, os médicos tratam do físico de acordo com
as áreas do corpo e suas respectivas especialidades. E existem
os médicos homeopatas, que tratam o paciente como um todo
mental e orgânico, pois a homeopatia é uma especialidade médica
que foi criada em 1790 pelo médico alemão Samuel Hahnemann
e foi oficializada no Brasil em 1980 pelo Conselho Federal
de Medicina.
Na
verdade, a homeopatia é grande precursora da medicina psicossomática,
sendo os homeopatas médicos do corpo e terapeutas da mente.
E entre os médicos de várias especialidades existem os que
são adeptos da terapia floral e de outras terapias complementares,
holísticas ou alternativas, que podem ser considerados médicos
e terapeutas.
E
existem aquelas pessoas que são terapeutas holísticos, que
utilizam as terapias holísticas, alternativas, chamadas de
complementares. Alguns terapeutas têm algum curso superior
na área de saúde ou humanas.
Mas,
infelizmente, existem outras pessoas que lêem alguns livros,
fazem um work shop ou um cursinho de algumas horas
e, tal qual se fosse um médico, psicólogo ou enfermeira, já
se considera um terapeuta e se diz especialista nesta ou naquela
terapia, e saem por aí falando de seus métodos de cura, muitas
vezes colocando em perigo a integridade psicológica e em risco
a vida de pessoas que, desesperadas os procuram levadas pela
propaganda enganosa que fazem denegrindo a imagem de uma profissão
que precisa de uma base científica para poder ser condignamente
oficializada.
E
para quem já vem trabalhando como terapeuta, os órgãos que
um dia terão competência deverão oficializar um exame de revalidação
para a devida habilitação profissional, visando uma maior
credibilidade profissional.
Devem
ser considerados terapeutas os profissionais que tenham um
curso superior da área de saúde ou humanas e que tenham feito
o curso de especialização. Quem não tiver curso superior e
fizer o curso de especialização, para efeito de uma verdadeira
hierarquização profissional, a exemplo e em analogia com o
quem o corre com relação à Enfermagem, deve ser considerado
auxiliar ou técnico em Terapia Holística, até que faça o curso
de nível superior.
Assim
como existem cursos de nível superior na área de saúde e humanas,
como a
Medicina, a Enfermagem, a Biomedicina, a Biologia, a Fisioterapia,
a Psiquiatria, a Psicologia, a Filosofia, a Sociologia, o
Serviço Social e outras profissões, para se oficializar a
profissão de terapeuta o ideal é que se organize um curso
de nível superior criando-se uma profissão de verdade, o qual
deve ser um curso de quatro anos, com dois anos básicos, na
qual o acadêmico estudará em meio período pelo menos noções
de anatomia, histologia, biofísica, bioquímica, biologia,
genética, fisiologia, microbilogia, patologia, farmacologia,
e mais dois anos de aprofundamento em semiologia, psicologia,
filosofia, sociologia, psiquiatria, saúde pública, deontologia
terapêutica, ética profissional, terapêutica, terapias holísticas
e outras matérias importantes relacionadas à saúde do ser
humano.
Agora,
a respeito do curso de especialização na Terapia Floral criada
pelo médico inglês Edward Bach, para quem adquiriu os créditos
para tal, é preciso considerar a importância de uma boa orientação
e de um profundo aprendizado, razão pela qual é um curso que,
como todos os outros de terapias holísticas, deve ter a carga
horária mínima de 140 horas, devidamente distribuídas no espaço
mínimo de dois anos, sendo o primeiro um ano básico e teórico
e, o segundo ano, de atendimento ambulatorial, pesquisas,
aprofundamento, apresentação de trabalhos, reuniões científicas
e jornadas.
Enquanto
se faz o curso, deve o futuro terapeuta fazer, no mínimo durante
um ano, a sua própria terapia com um profissional qualificado.
É preciso acabar com o amadorismo profissional e partir para
o verdadeiro profissionalismo quando se trata de oficializar
uma profissão que precisa de uma base científica mais abrangente
e de cursos de formação de nível profissional para assim ser
considerada uma profissão séria e ética, pois lida com uma
face importante da saúde do ser humano.
É
preciso lembrar do ditado: “Médico, cura a ti mesmo” e, devemos
estender a profundidade dessa afirmativa a todos os profissionais
que trabalham com a saúde do ser humano pois, como é que podemos
dar aquilo que ainda não atingimos, oferecer o que não temos
ou partilhar o que ainda não estudamos para merecer o verdadeiro
crédito.
E
não se pode olvidar do “Ama-te, conheça-te e cura-te” e do
tão importante “Mens sana in corpore sano”, pois a mente
em equilíbrio é a paz interior que, conseqüentemente, nos
leva ao tão almejado estado de saúde.
-
Eduardo Lambert é clínico geral, homeopata e autor de vários
livros sobre terapias e auto-ajuda.
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