SAÚDE
E BELEZA
Redução
das mamas ainda é
uma das cirurgias mais procuradas

Audrey Katherine Worthington |
Segundo
a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a redução
das mamas ocupa, juntamente com a colocação
de próteses nos seios, o segundo lugar no ranking
das cirurgias plásticas mais realizadas no País.
A mamoplastia redutora, como é chamada, é indicada
para melhorar o aspecto estético da mama, como prevenção
de problemas causados por mamas muito grandes e também
como recurso complementar no tratamento de certas doenças
mamárias.
A
procura por esse tipo de cirurgia, no entanto, não
abrange apenas aspectos estéticos, mas também
físicos como o desconforto para realizar atividades
do dia-a-dia; as dores nas costas, cabeça, ombros,
pescoço e mamas provocada pelo peso de peitos exageradamente
grandes; perda da sensibilidade nas mamas; dificuldades para
dormir; estrias e até mesmo as dermatites causadas
pelo suor no sulco entre as mamas e o tórax. Outro
problema comum é a formação de sulcos
e feridas nos ombros, causados pelos sutiãs devido
ao peso das mamas.
A
cirurgiã plástica Audrey Worthington recomenda:
“Se você tiver mamas muito volumosas e pesadas;
sentir dores e peso nas costas, nos braços e pescoço;
má postura dos ombros e coluna; sulcos nos ombros pela
marca do sutiã ou se você disfarça o tamanho
das mamas, jogando os ombros para frente ou usando roupas
muito largas, com certeza você se beneficiará
com essa cirurgia. Às vezes, a queixa é a queda
da mama, que é corrigida de forma semelhante, mas sem
retirar tecido, apenas pele, para levantá-las.”
- comenta.
Audrey
indica a mamoplastia redutora, a partir dos 18 anos, quando
a glândula mamária já está totalmente
desenvolvida e, principalmente, quando o tamanho dos seios
causa desconforto físico ou problemas emocionais e
sociais. “É claro que existem exceções”,
relata a médica. “Já operei uma menina
de treze anos e retirei um quilo e meio de tecido de cada
lado. Nunca esquecerei o sorriso e a miniblusa que ela vestia
quinze dias após a cirurgia.”
No
caso da paciente vir a engravidar, geralmente não há
problemas quanto à lactação, “Neste
tipo de cirurgia, procura-se manter a glândula mamária
logo abaixo da aréola, preservando a possibilidade
de amamentar”, tranqüiliza a médica.
O
procedimento cirúrgico dura, em média, três
horas, dependendo do tipo de mama. “Para se ter uma
redução no tamanho da mama, retira-se gordura
e um pouco do tecido mamário, depois se reposiciona
a aréola. A mama que deve ficar com forma cônica.”
- revela Audrey.
As
técnicas utilizadas são variadas, “o mais
comum é a incisão em forma de âncora ou
T invertido seguindo o contorno natural da mama”, explica
Audrey. O tipo de anestesia utilizada pode ser geral, peridural
alta ou local com sedação assistida, a critério
do cirurgião e do anestesista. O tempo de internação
hospitalar pode variar do Day Hospital até
a internação por dois dias.
Segundo
a médica, todo esse sacrifício vale a pena.
A cirurgia corrige a flacidez e a forma da mama original.
“Nos casos de redução de volume e o seu
conseqüente levantamento, o cirurgião deve levar
em conta o tamanho do tórax da paciente para obter
maior harmonia estética das proporções”,
recomenda. “A paciente passará a ter mamas mais
proporcionais ao seu corpo e mudará de postura ao andar,
sentindo sua auto-estima melhorar.”
“É
preciso deixar claro que a qualidade da cicatrização
varia de pessoa para pessoa”, informa Audrey Worthington.
A cirurgiã alerta que qualquer técnica de redução
mamária sempre deixará uma cicatriz ao redor
da aréola, chamada periareolar. Em casos selecionados,
esta pode ser a única cicatriz. Quando há necessidade
de se retirar mais pele, a cicatriz pode avançar para
a forma de raquete (vertical) e, por fim, para o T invertido,
quando a quantidade de pele a ser retirada é muito
grande.
Nos
primeiros meses a cicatriz fica avermelhada e depois, com
o tempo, torna-se esbranquiçada. Por volta do terceiro
mês ocorre a acomodação da mama. Este
efeito produz o contorno arredondado da região inferior
da mama. O resultado final é alcançado entre
o sexto mês e o primeiro ano.
Segundo
Audrey, “desde os primeiros dias de pós-operatório,
a paciente poderá até usar decotes bastante
generosos, pois as cicatrizes ficam bem escondidas. Com o
decorrer do tempo as cicatrizes vão ficando bastante
disfarçadas, chegando mesmo à invisibilidade
em certos casos.”
Em
geral o pós-operatório não é doloroso,
desde que a paciente siga corretamente as instruções
médicas, em relação à movimentação
dos braços, esforços e demais cuidados nos primeiros
dias. Apesar do resultado imediato ser muito bom, somente
entre o 12º e o 18º mês é que as mamas
atingirão sua forma definitiva.
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