RESPONSABILIDADE SOCIAL
Bristol e SBI lançam a segunda edição
do prêmio de prevenção e tratamento da Aids


Antônio Carlos Salles (E), Mário Grieco e Heloísa Simão.

     A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Bristol-Myers Squibb reuniram representantes do governo, especialistas, pesquisadores e ONGs que atuam na área de HIV, durante jantar no Espaço Rosa Rosarum, em São Paulo, marcando o lançamento oficial da segunda edição do Prêmio de Incentivo à Prevenção e ao Tratamento do HIV/Aids.
     Voltado a instituições e profissionais de saúde, a iniciativa tem como objetivo incentivar e reconhecer ações, métodos e programas que agreguem valor à prevenção e à adesão ao tratamento de pacientes portadores do HIV, questões tidas como determinantes para o sucesso ou fracasso na luta contra a Aids.
     Podem participar centros de tratamento e fundações dedicados à prevenção e ao tratamento de pacientes com HIV/Aids que sejam cadastradas como pessoas jurídicas próprias em qualquer parte do território nacional. Cada instituições pode inscrever mais de um projeto/programa.
     A premiação total será de R$ 150 mil, valor que deve ser reinvestido obrigatoriamente no desenvolvimento dos trabalhos vencedores. A comissão julgadora será composta de profissionais da área de saúde com experiência comprovada no segmento HIV/Aids.
     Na edição do ano passado o Prêmio recebeu a inscrição de 108 trabalhos de diversas regiões do Brasil. “Em 2006, esperamos um crescimento de 20 a 30% na participação”, diz o Dr. Juvêncio Furtado, coordenador do Prêmio e primeiro secretário da SBI.
     Segundo Mário Grieco, presidente da Bristol-Myers Squibb no Brasil, “dentro da sua missão de prolongar e melhorar a vida humana, nossa companhia tem se empenhado em desenvolver medicamentos que proporcionem qualidade de vida aos pacientes. Com a realização do prêmio, o nosso objetivo é dar um passo adiante, contribuindo para o desenvolvimento de trabalhos que estão ajudando a aumentar a adesão ao tratamento, em linha com nosso propósito maior de proporcionar qualidade de vida aos portadores de HIV/Aids”.
     Impossibilitado de comparecer pessoalmente à solenidade, o ministro da Saúde, José Agenor Álvares, enviou mensagem de apoio e congratulações aos organizadores do Prêmio, que foi lida pelo diretor de Assuntos Corporativos da Bristol, Antônio Carlos Salles.
     “Prioritário entre os programas brasileiros de saúde pública, o Programa Nacional de DST/Aids garante acesso universal e gratuito aos medicamentos necessários para o controle da doença. Mas é preciso rememorar sempre que os bons resultados e o reconhecimento do programa só foram possíveis porque governo, sociedade civil, entidades representativas e profissionais da saúde se uniram. Por isso, é com grande satisfação que reconheço iniciativas como esta, da Sociedade Brasileira de Infectologia e da Bristol-Myers Squibb, como essa premiação, que já se consolida como tradição no estímulo ao desenvolvimento de novas iniciativas e propostas positivas para enfrentar o vírus, a doença”. – ressaltou o ministro.
     Educação continuada
     Neste ano, o tema escolhido para o Prêmio de Incentivo à Prevenção e ao Tratamento de pacientes com HIV/Aids é a “Educação Continuada – O Conhecimento como Ferramenta de Prevenção, Tratamento e Adesão”.
     Segundo Furtado, “a informação e o conhecimento são consideradas as ferramentas bastante eficazes e estratégicas para o sucesso no trabalho de prevenção da infecção, para a qualidade do tratamento e para uma adesão cada vez maior do paciente à terapia, o que aumenta o sucesso na luta contra a Aids”.
     As inscrições e o encaminhamento dos trabalhos à comissão organizadora devem ser feitos de 24 de maio a 14 de julho de 2006. A etapa de avaliação das propostas vai de 15 de julho a 10 de agosto e o evento de premiação será no dia 25 de agosto, durante o Congresso Paulista de Infectologia, em Campinas (SP).
     Neste ano o Prêmio é dividido em duas categorias: Programas (conjunto de medidas implementadas tendo em vista o aumento/manutenção dos níveis de adesão à terapia anti-retroviral que demonstrem estarem em atuação há pelo menos um ano) e Projetos (contemplam o planejamento/proposta de medidas a serem implementadas com o objetivo do aumento dos níveis de adesão à terapia anti-retroviral durante o ano de 2006).

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