NEUROLOGIA
Doenças
cérebro-vasculares
MIGUEL
MOUGRABI MIZRAHI
As
doenças cérebro-vasculares que resultam em uma
diminuição ou interrupção do fluxo
sanguíneo ao cérebro, geralmente acontecem de
forma brusca ou inesperada, constiuindo-se nos denominados
“acidentes cerebrovasculares”, comumente conhecidos
como embolias. Todavia, devemos salientar que podemos distinguir
dois tipos de processos: as lesões isquêmicas
produzidas por obstrução ao fluxo sanguínea
(infartos) e as lesões hemorrágicas.
Nas
primeiras, a origem do problema está na interrupção
da circulação em determinada parte do cérebro,
ocasionada, geralmente, por arterioscleroses que engrossa
as paredes das artérias, diminuindo o fluxo sanguíneo
ou também pelo desprendimento de algum fragmento (embolo)
que, na medida que não pode passar por uma artéria
de calibre menor produz uma obstrução e dá
como resultado hipoxia (falta de oxigênio) e conseqüentemente
a morte das células cerebrais (neurônios).
A
hemorragia é a segunda causa de acidente cerebrovascular.
Consiste na saída de sangue para o tecido encefálico,
como conseqüência da ruptura de uma artéria
ocasionando a morte do tecido da região afetada. Quando
o sangue invade os ventrículos cerebrais e deposita-se
sob a aracnóides (membrana que envolve o cérebro)
o estado do paciente se agrava consideravelmente.
Quanto
aos fatores de risco para a apresentação dos
acidentes cerebrais estão a hipertensão arterial,
o hábito de fumar, o consumo exagerado de álcool,
as alterações cardíacas como a fibrilação
auricular e a estenosis mitral, o aumento do colesterol no
sangue, a obesidade a diabetes, as pressões exageradas
durante a vida e a falta de exercícios.
É
importante destacar o papel de um dos fatores de risco que
é possível modificar mediante o tratamento oportuno
e contínuo no qual é de suma importância
a disciplina do paciente para tomar os medicamentos em forma
contínua, conforme prescrição médica,
este fator é a hipertensão arterial (pressão
arterial elevada). Sabe-se que a mesma representa entre 45
e 80% dos casos de hemorragia cerebral.
Outras
causas deste problema são os aneurismas congênitos
(de nascimento) que podem romper-se muitos anos depois, durante
a idade adulta. Também podem ocasionar hemorragias
cerebrais os transtornos da coagulação, alguns
tumores e o consumo de drogas como a cocaína, que é
uma das causas mais freqüentes nos Estados Unidos e na
Europa.
Os
sintomas de uma hemorragia cerebral dependem de sua localização
no encéfalo e incluem dor de cabeça persistente,
vômitos, agitação, paralisia da metade
do corpo, alterações do raciocínio e
da fala, desvio da visão, alterações
do equilíbrio e perda da consciência.
O
doente com um acidente cérebro-vascular deve ser hospitalizado
a fim de tratar a fase aguda. O tratamento, em princípio,
é á base de medicamentos, sendo que, em algum
dos casos requer tratamento cirúrgico.
Posteriormente,
será necessário um tratamento de reabilitação
devido às seqüelas físicas e/ou psicológicas
que resultem deste episodio.
Para
a prevenção dos acidentes cérebro-vasculares
é importante o controle da hipertensão arterial,
como já foi dito, a diminuição no consumo
de cigarros e bebidas alcoólicas, o controle dos níveis
de colesterol, o tratamento apropriado dos diabetes e a obesidade,
a prática de exercícios e o controle do estresse
na vida diária. Por outro lado, também é
necessário estar consciente da gravidade do consumo
de drogas como a cocaína e as anfetaminas.
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Miguel Mougrabi Mizrahi é médico com atuação
no México.
- Tradução: Alícia Salama.
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