EVENTO
Belo
Horizonte sedia pela primeira vez
congresso
brasileiro sobre cancerologia
Roberto
Porto Fonseca |
O
Brasil deve registrar 472 mil novos casos de câncer
em 2006, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer
(Inca). Os dados são preocupantes e mobilizam a atenção
dos oncologistas nacionais e internacionais, que focam cada
vez mais a atenção em ações preventivas.
Para
discutir a importância da prevenção, os
novos tratamentos (como a radioterapia intraoperatória,
que é feita na hora da cirurgia, diretamente na célula
afetada), os novos medicamentos (drogas-alvo, que agem diretamente
na célula doente) e as cirurgias e exames menos invasivos
(como a colonoscopia virtual), Belo Horizonte recebeu pela
primeira o Congresso Brasileiro de Cancerologia, de 22 a 25
de novembro, no Minascentro.
“Cerca
de 80% dos casos de câncer detectados possuem causa
relacionada a fatores esporádicos. Isso inclui alimentação,
qualidade de vida, uso de cigarros e bebidas alcoólicas,
hábitos, etc. Os outros 20% estão relacionados
a fatores genéticos”, explica o oncologista e
presidente do Congresso, Roberto Porto Fonseca. Segundo
Fonseca, há 30 anos o câncer era a quarta maior
causa de mortes na população do Brasil e dos
EUA, hoje é a segunda maior e, daqui a 20 anos, será
a doença que mais causará óbitos no mundo.
O
Congresso é realizado pela Sociedade Brasileira de
Cancerologia a cada três anos e está em sua 17ª
edição. O evento reuniu 150 dos mais importantes
especialistas nacionais e estrangeiros no assunto. Referências
mundiais em tratamentos e cirurgias de câncer, como
Ian Tannock (EUA), especialista em câncer de próstata,
Barry Feig (EUA), expert em câncer gástrico,
e Funni Olopade (EUA), referência em aconselhamento
genético e câncer marcaram presença no
congresso.
Foram
apresentados mais de 100 palestras, mesas-redondas, fóruns
e simpósios, cujos temas variam desde as novas armas
terapêuticas até a importância da prevenção
como forma de minimizar os efeitos do câncer. “O
programa científico reúne temas relacionados
aos tipos de câncer de maior incidência, como
de mama, de reto e de pulmão”, afirma Fonseca.
página
inicial