TECNOLOGIA
Integração
no setor de saúde
ROBERTO
MATSUBAYASHI
A
melhoria da eficiência é um dos requisitos mais
perseguidos pelas empresas, em todo o mundo. À medida
que as melhorias possíveis, internas às organizações,
ganham maturidade, o foco tem migrado para a eficiência
na cadeia de suprimento. Praticamente todos os setores da
economia estão engajados no seu desenvolvimento, de
maneira a obter redução de custos e ganhos no
desempenho das atividades.
No
caso do segmento de saúde, a utilização
de tecnologias como o código de barras e o comércio
eletrônico têm sido ferramenta imprescindível
para as organizações e profissionais, com impacto
adicional significativo na segurança de pacientes.
Isto, porque iniciativas desse porte são capazes de
proporcionar um aumento considerável na identificação
e avaliação de erros e soluções
em desvios na cadeia de suprimentos.
A
adoção de sistemas de rastreabilidade apoiados
pelas ferramentas de automação resultam em estoques
mais precisos, melhor fluxo de caixa e agilidade no processo
logístico, incluindo desde compras, distribuição
e movimentação interna até a dispensação.
Além
disso, há, por meio dessas ferramentas, um grande potencial
para combater falsificações, contrabando e roubos
de produtos no segmento, a partir de sofisticados sistemas
de registros e armazenagem de dados da movimentação
dos distintos itens. A adoção de tecnologias
que possibilitem uma atuação ágil e flexível
das demandas do segmento, promovendo um sistema de distribuição
eficiente, representa, no fim, uma administração
mais adequada dos materiais que circulam na área de
saúde.
Na
proporção em que o pronto e ótimo atendimento
ao consumidor é dependente da participação
direta de muitas empresas da cadeia de saúde, fica
fácil concluir que parceiros da mesma cadeia de suprimentos
devem trabalhar de forma integrada e conjunta na busca constante
da melhoria do desempenho e redução de custos
e desperdícios.
O
Sistema EAN.UCC define padrões globais que possibilitam
justamente que empresas possam intercambiar as informações
de seus sistemas, através de mensagens padronizadas,
a partir da identificação das organizações
participantes, de unidades logísticas e até
materiais unitários, além de profissionais da
saúde, salas e leitos. Trata-se de item determinante
para a perfeita integração da cadeia de suprimentos
no setor.
Porém,
faz-se necessário que o segmento de saúde continue
investindo em iniciativas de desenvolvimento. A indústria
farmacêutica, os distribuidores, hospitais e varejistas
do segmento só têm a ganhar na implantação
de códigos de barras globais padronizados e tirar o
máximo de sua utilização, com a conseqüente
melhoria de seus processos logísticos. Isto é
importante também para estar preparado para novas tecnologias
que vêm por aí, com o EPC, padrão para
identificação por radiofreqüência
(RFID). Para os pacientes, os benefícios propiciados
pela automação também representam mais
confiança.
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Roberto Matsubayashi é gerente de Soluções
de Negócios da GS1 Brasil.
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